Amesp amplia acesso a medicamentos

O Grupo Amesp Saúde, em parceria com a e-Pharma, está oferecendo aos clientes um sistema integrado que gerencia o atendimento nas unidades e facilita o acesso aos medicamentos necessários para o tratamento. Além de garantir eficiência no atendimento e controle sobre o histórico dos pacientes, a integração entre os sistemas permite que os médicos do grupo acessem uma lista de medicamentos pelo Amesp Flex, indiquem ao paciente a farmácia onde o remédio custa mais barato e possibilita ainda a prescrição eletrônica.

Além disso, quando o cliente compra o medicamento nas farmácias credenciadas, a informação volta via sistema para o médico que prescreveu, fechando assim todo o processo de atendimento médico e controle do paciente. "Este gerenciamento só é possível porque nossos sistemas integram todas as áreas de atendimento médico e administrativo dos nossos clientes que, por sua vez, também está integrado com o sistema da e-Pharma", afirma André Mello, responsável pelo Departamento de Tecnologia da Amesp.

O sistema funciona de maneira simples. Ao prescrever eletronicamente, de qualquer um dos 27 centros médicos da Amesp, um medicamento para um paciente, o sistema além de registrar na ficha clinica eletrônica do paciente, envia para a farmácia a prescrição eletrônica. A farmácia identifica o paciente e registra a presença, cotação ou compra do remédio indicado. Todo processo fica registrado nos sistemas da Amesp e do Flex Medicamentos, o que garante o acompanhamento efetivo do tratamento do paciente. "Muitas vezes o paciente abandona o tratamento antes do fim, o que faz com ele retorne ao centro médico", diz André.

Segundo o responsável pelo departamento de tecnologia, a parceria com a e-Pharma é uma peça importante na implantação do projeto pois amplia a rede de farmácias. "Por mais esforço que fizéssemos, se o cliente não conseguisse comprar o medicamento, o trabalho teria sido perdido. Com uma ampla rede de farmácias credenciadas fica mais fácil para o cliente ter acesso aos medicamentos com desconto", ressalta André. 


Essa percepção começa a tornar-se parte do dia-a-dia da operadora de planos de saúde em 1999, quando ficou claro que faltava um gerenciamento mínimo nos sistemas.

"Na época, percebemos que muitos médicos registrados não tinham nem contrato assinado conosco", contra André Mello, diretor de tecnologia da Informação (TI) da empresa. Dessa forma, a empresa escolheu a Polimed para iniciar uma renovação, começando com um projeto-piloto para implantar POS (point of services) nas redes credenciadas. "Na primeira semana tivemos que descredenciar muitas pessoas. Foi surpreendente o número de irregulariedades", conta o executivo.

"Com a normalização de cadastro dos clientes e dos credenciados, a empresa foi criando processos de autorização de consultas, contas eletrônicas, além de reduzirmos a conta médica em 50%, conseguimos dobrar a base de clientes", afirma Mello, acrescentando que a empresa passou de uma base de 280 mil clientes em 1999 para 500 mil clientes em 2006.

Além disso, hoje a rede da Amesp conta com 1,2 mil POS, que cobrem 98% de todos os pontos de atendimento. Os equipamentos que aprovam as consultas também solicitam autorizações e fazem encaminhamento de pedidos. Mas a mudança não parou por aí. Os resultados ainda foram sentidos internamente na Amesp. "Hoje a empresa mudou, temos outra cara, tudo isso porque nossa gestão está afinada", revela Mello.

Com orçamento mensal de tecnologia estimado em 350 mil reais, a Amesp ainda busca melhorar seus processos. Em primeiro lugar, a operadora quer implantar a conta eletrônica em 100% da base. Outro foco é a migração dos POS para a internet. "Hoje já temos 35% dos 1,2 mil POS nessa plataforma, mas a meta é migrar todos. O detalhe é que o ritmo depende da infra-estrutura de cada credenciado", detalha o diretor de TI.

Entre o fim de 2007, e o início de 2008 a Amesp pretende integrar o prontuário eletrônico aos seus sistemas. "Apesar da complexidade, valerá a pena", garante Mello, que já conta com um índice de satisfação dos clientes de 86%. "É um número bom, mas vamos ultrapassar 90%", promete.

Ana Paula Oliveira
Computer World